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· 09 de May de 2026 · Destinado a Portugal

Cansado de Lisboa e Porto? Os Destinos Alternativos de Portugal que Estão em Alta em 2026

Portugal tem pouco mais de 92 mil km², menor que o estado de Minas Gerais e mesmo assim consegue surpreender a cada curva de estrada.

Cansado de Lisboa e Porto? Os Destinos Alternativos de Portugal que Estão em Alta em 2026

O problema é que a maioria dos turistas passa por Lisboa, Porto e Algarve como se o país fosse só isso. Enquanto isso, lugares de tirar o fôlego ficam vazios na maior parte do ano.

Se você está planejando uma viagem a Portugal em 2026 e quer fugir das filas na Torre de Belém, dos preços exorbitantes de hospedagem em julho no Algarve e das fotos repetidas no Livraria Lello, este artigo foi feito para você.

A seguir, os destinos alternativos que estão chamando a atenção de quem viaja com mais cuidado, e por que cada um deles vale a viagem.

Por que 2026 é o Ano Certo para Explorar o Interior de Portugal

Portugal bateu recordes de turismo em 2024 e 2025. Segundo dados do Turismo de Portugal, o país recebeu 29 milhões de turistas em 2024, número que pressiona as infraestruturas dos centros urbanos mais conhecidos.

O efeito colateral positivo disso? O governo e as câmaras municipais estão investindo fortemente em destinos do interior e de baixa densidade, melhorando estradas, criando rotas culturais e incentivando o turismo rural. Quem chega em 2026 vai encontrar destinos mais bem preparados, ainda sem a superlotação dos grandes centros.

Monsanto: a Aldeia Mais Portuguesa de Portugal

Há uma brincadeira antiga em Portugal: Monsanto não foi construída sobre as rochas, as rochas são construídas ao redor de Monsanto. E não é exagero.

Localizada no distrito de Castelo Branco, Monsanto é uma aldeia onde as casas literalmente convivem com pedras graníticas gigantescas, algumas delas servem de parede, de teto ou de fundação. Caminhando pelas ruas de pedra irregulares, é difícil saber onde termina a natureza e onde começa a arquitetura.

Em 1938, Monsanto foi eleita "a aldeia mais portuguesa de Portugal" num concurso nacional, título que carrega até hoje. O miradouro do castelo, a menos de 5 minutos a pé do centro, oferece uma vista de 360° sobre a planície da Beira Baixa que dificilmente se esquece.

Quando ir: primavera (abril a junho) e outono (setembro a outubro). O verão é quente e seco demais para caminhadas confortáveis.

Onde ficar: existem casas rurais e pequenos alojamentos locais na própria aldeia. Reserve com antecedência, a oferta é limitada.

Marvão: um Castelo com Vista para Espanha

Se Monsanto impressiona pelo granito, Marvão impressiona pela altitude e pela posição estratégica. Encravada no topo de uma serra no Alto Alentejo, a apenas 9 km da fronteira espanhola, Marvão é uma aldeia medieval que parece ter saído ilesa do século XIII.

O castelo está tão bem preservado que é possível caminhar pelas muralhas e entender exatamente por que aquela posição era inexpugnável. A vista sobre a Serra de São Mamede e para o lado espanhol da fronteira é extraordinária, especialmente ao entardecer, quando a luz alaranjada banha as pedras do castelo.

O centro histórico é minúsculo, o que torna Marvão ideal para uma visita de um ou dois dias integrada a uma rota pelo Alto Alentejo, podendo combinar com Portalegre (a 30 km) ou com a vizinha Castelo de Vide.

Dica prática: o acesso é feito de carro. Os transportes públicos chegam a Marvão, mas com frequência muito limitada.

Beja: o Alentejo que Poucos Brasileiros Conhecem

Quando se fala em Alentejo, os nomes que aparecem são quase sempre Évora, Monsaraz ou o litoral alentejano. Beja fica de fora, e isso é um erro.

Capital do Baixo Alentejo, Beja tem um centro histórico compacto e muito bem conservado, com ruas brancas e azuis típicas da arquitetura alentejana, uma alcáçova de origem medieval e o Museu Regional de Beja instalado num convento medieval. O convento, aliás, é o cenário real da história das Cartas Portuguesas, consideradas uma das primeiras obras da literatura epistolar europeia.

A cidade tem menos de 30 mil habitantes, pouca fila, bons restaurantes de cozinha regional e preços significativamente abaixo dos centros turísticos. Para quem quer entender a alma rural portuguesa com profundidade, Beja é um destino subestimado.

Ponto de partida: Beja fica a pouco mais de 2 horas de Lisboa de carro (pela A2) e tem ligação direta de comboio a partir da capital.

Viana do Castelo: o Norte que Fica na Sombra do Porto

A maioria dos turistas que vai ao Porto passa um dia em Guimarães ou Braga e considera que já conheceu o norte de Portugal. Quem vai a Viana do Castelo costuma voltar com a sensação de ter descoberto um segredo.

Localizada na foz do Rio Lima, Viana do castelo é uma cidade com dimensão humana, arquitetura manuelina no centro histórico, uma praia urbana de mar aberto (Praia do Cabedelo, acessível de ferry) e a Basílica de Santa Luzia no alto do Monte, com vista panorâmica sobre o rio, a cidade e o Atlântico que rivaliza com qualquer mirante de Lisboa.

O traje minhoto bordado, símbolo da identidade local, tem em Viana do Castelo o seu epicentro. A Romaria da Nossa Senhora d'Agonia, em agosto, é considerada uma das maiores festas populares de Portugal e atrai dezenas de milhares de pessoas, mas o resto do ano é tranquilo e acessível.

Distância do Porto: 70 km pela A28, pouco mais de 50 minutos. Comboio direto disponível.

Tavira: o Algarve Fora do Algarve

O Algarve tem praia boa para todo mundo, o problema é que, entre junho e setembro, tem turista para todo lado também. Tavira é a exceção mais consistente que o Algarve oferece.

Localizada na extremidade leste do Algarve, próxima à fronteira espanhola, Tavira tem um centro histórico que os planos de construção dos anos 1970 e 1980 simplesmente não conseguiram destruir. O Rio Gilão divide a cidade ao meio, as pontes romanas ainda estão de pé, e a arquitetura mourisca convive com igrejas barrocas de uma forma que o resto do Algarve há muito perdeu.

A praia de Tavira fica na Ilha de Tavira, uma ilha-barreira do Parque Natural da Ria Formosa, acessível apenas de ferry. Sem carros, sem hotéis na beira-mar, sem barulho de motos aquáticas. Apenas praia longa e vento atlântico.

Miranda do Douro: onde o Rio é Fronteira com Espanha

Perto de ninguém, Miranda do Douro fica a quase 3 horas de carro do Porto e a 4 de Lisboa. Essa distância afasta os turistas casuais e, paradoxalmente, é o que torna o lugar tão especial.

Situada no extremo nordeste de Portugal, às margens do Rio Douro que ali faz de fronteira com Espanha, Miranda é conhecida por três coisas:

O canyon do Douro Internacional, com as suas paredes rochosas abruptas e as águas do rio lá embaixo, é um dos cenários naturais mais dramáticos de Portugal, acessível por miradouros ao longo da estrada.

A língua mirandesa, um idioma romance distinto do português, ainda é falado por cerca de 3.500 pessoas na região. O mirandês tem reconhecimento oficial em Portugal e forte presença no concelho de Miranda do Douro.

A gastronomia transmontana, com pratos como a posta mirandesa (bife de vitela barrosã grelhado) e as peras de Miranda, uma variedade de pêra autóctone com Denominação de Origem Protegida.

Para quem vem do Brasil e quer ver um Portugal que o Portugal urbano já esqueceu, Miranda do Douro é destino obrigatório.

Peniche e Berlengas: o Atlântico de Verdade

A maioria das praias de Portugal que os turistas conhecem fica protegida por baías, promontórios ou ilhas-barreira. Peniche é diferente: é uma península que avança pelo Atlântico aberto como uma língua de terra, com ondas que vêm direto do oceano sem proteção nenhuma.

A cidade tem cara de porto pesqueiro ativo, e de fato é. O mercado de peixe ainda funciona na madrugada, os barcos ainda saem para pescar e o restaurante mais honesto da cidade não está no TripAdvisor.

A poucos quilômetros da costa, o Arquipélago das Berlengas é uma reserva natural onde a água é tão clara que se vê o fundo a vários metros de profundidade. A travessia de barco dura cerca de 45 minutos e, no topo da ilha principal, há uma fortaleza do século XVII transformada em albergue, um dos alojamentos mais inusitados de Portugal.

Atenção: o barco para as Berlengas não sai quando o mar está agitado (o que é frequente fora de temporada). Planeje com margem de dias livres.

Se ainda não tem um seguro de viagem contratado para cobrir imprevistos como esse, cancelamentos, atrasos ou emergências médicas no exterior, vale a pena comparar opções no Seguros Promo, que reúne as principais operadoras do mercado num só lugar.

Como Planejar uma Rota pelos Destinos Alternativos

A grande vantagem desses destinos é que a maioria deles pode ser combinada em rotas de carro sem aumentar muito o percurso total. Algumas sugestões de agrupamento:

Rota Norte (4–5 dias a partir do Porto): Porto → Viana do Castelo → Miranda do Douro → retorno pelo Douro

Rota Centro-Sul (5–6 dias a partir de Lisboa): Lisboa → Peniche/Berlengas → Monsanto → Marvão → Beja → retorno

Rota Alentejo + Algarve (4–5 dias): Lisboa → Beja → Marvão → Tavira → regresso pela costa sul

Carro alugado é a opção mais prática para todos eles. Nenhum desses destinos tem uma rede de transporte público adequada para o turista independente.

FAQ - Perguntas Frequentes sobre Destinos Alternativos em Portugal

Qual é o melhor destino alternativo em Portugal para quem vai pela primeira vez?

Para uma primeira visita fora do circuito clássico, Viana do Castelo é a recomendação mais equilibrada. A cidade tem tamanho adequado, boa infraestrutura de hospedagem e restauração, acesso fácil a partir do Porto e cenários que justificam a viagem por si só, o Monte de Santa Luzia, a foz do Lima e a Praia do Cabedelo formam um conjunto difícil de superar para o tempo investido.

Os destinos alternativos de Portugal são adequados para viagem em família com crianças?

Sim, a maioria deles é muito adequada. Tavira, Viana do Castelo e Peniche têm praias seguras e boa infraestrutura para famílias. Monsanto e Marvão exigem alguma caminhada em terreno irregular, indicados para crianças acima de 6 ou 7 anos sem dificuldades de mobilidade. Miranda do Douro é mais indicada para adolescentes e adultos pelo percurso e pelo apelo cultural específico.

Quanto custa viajar pelos destinos alternativos de Portugal comparado a Lisboa e Porto?

A economia pode ser significativa. Acomodações no interior costumam custar entre 30% e 50% menos do que equivalentes em Lisboa ou Porto na mesma época. Restaurantes em cidades como Beja ou Miranda do Douro praticam preços de menu do dia entre €8 e €12, com qualidade muitas vezes superior ao que se encontra nas zonas turísticas das capitais. O maior custo adicional é o aluguel de carro, indispensável para esses roteiros.

Quando é a melhor época para visitar o interior de Portugal?

Primavera (março a maio) e outono (setembro a novembro) são as melhores estações para o interior. O verão no Alentejo e na Beira Baixa pode ser extremamente quente, temperaturas acima de 40°C são comuns em julho e agosto. O norte, incluindo Miranda do Douro e Viana do Castelo, é mais ameno no verão, mas também mais chuvoso no inverno e na primavera.


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Publicado em 09/05/2026

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